A importância da visão do profissional no desenvolvimento da autonomia de pessoas com DI
- Delá Pracá Viviencias Inclusivas
- 17 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de abr. de 2024
Desde o nascimento, alguns profissionais irão fazer parte da vida da pessoa com deficiência para auxiliar no desenvolvimento e na qualidade de vida, em diferentes estágios e idades.
Para além de médicos temos:
Pedagogo;
Fonoaudiólogo;
Nutricionista;
Psicólogo;
Fisioterapeuta;
e terapeuta ocupacional;
A Psicologia pode auxiliar no desenvolvimento da pessoa com deficiência intelectual, tendo como objetivos, de curto, médio e longo prazo a aprendizagem de estratégias tanto por profissionais por familiares e pelas próprias pessoas com DI para a promoção do desenvolvimento. Assim, a intervenção pode ocorrer de várias maneiras.
Nosso ponto de vista é que exista um trabalho multiprofissional com especialistas que tenham planos e ações para ajudar a pessoa a ter uma vida ativa, com autonomia e o desenvolvimento das habilidades necessárias para desempenhar as atividades da vida diária, levando em conta as particularidades de cada indivíduo, assim como o ambiente em que vivem.
Os profissionais podem elaborar estratégias em torno de tarefas motoras e cognitivas, para estimularem a criança, criando condições favoráveis para várias formas de expressão e aprendizagem.
É preciso lembrar que cada família tem uma história de vida única, tem seus próprios hábitos e limites, portanto, é preciso que o profissional tenha a capacidade e sensibilidade para ouvir sobre os medos, dúvidas e demandas e saiba principalmente ressaltar o importante papel da família no desenvolvimento da autonomia na vida de seus filhos.
Os profissionais podem ajudar as famílias a procurar os recursos disponíveis na comunidade e também os locais onde possam buscar apoio.
Acreditamos também na eficiência de um trabalho com grupo de pais, onde os vínculos podem ser reforçados e muitas orientações e intervenções podem ser realizadas a partir de uma construção coletiva.
Dicas para profissionais:
Esclareça as dúvidas;
Procure conhecer profundamente a pessoa que vai atender;
Preocupe-se com sua realidade atual;
Entenda os sentimentos e limites da pessoa e das famílias
Procure por todo o suporte que precisar;
Informe-se por fontes confiáveis;
Pratique a inclusão você mesmo;
Uma técnica que buscamos utilizar, mas temos muito a aprender:
*A Linguagem Simples é uma técnica de comunicação que diminui ruídos, poupa recursos e amplia o acesso à informação.
Chama-se Plain Language, em inglês. Está ligada a um movimento global que defende o direito de todos entenderem as informações cotidianas.
Aqui no Brasil, a Linguagem Simples desperta interesse cada vez maior. Já existem várias leis e políticas públicas.
A Comunica Simples tem tido um papel crucial na expansão da técnica no país. A fundadora Heloísa Fischer é a principal referência nacional.
Fontes:
Periódicos Eletrônicos em Psicologia http://pepsic.bvsalud.org
Movimento Down http://www.movimentodown.org.br
Incluo http://www.incluo.com.br/blog/sindrome-de-down-como-lidar-sociedade-dicas-para-pais-e-familiares
Comunica simples https://comunicasimples.com.br
Indicação para leitura:
Mude seu falar que eu mudo meu ouvir
(um livro escrito por pessoas com deficiência intelectual)
Autores: Associação Carpe Diem, Carolina Yuki Fijihira, Ana Beatriz Pierre Paiva, Beatriz Ananias Giordano, Carolina de Vecchio Maia, Carolina Reis Costa Golebski, Claudio Aleoni Arruda, Thiago Rodrigues.




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